Na decisão proferida na tarde desta sexta, o desembargador argumentou que “a liberdade provisória mediante fiança e com medidas cautelares deve ser concedida, não havendo obstáculos para tanto”. No início da semana o juiz da 2ª Vara do Júri de Campinas, Sérgio Araújo Gomes, havia negado os pedidos de habeas corpus, acompanhando um parecer do promotor Fernando Viana do Ministério Público (MP), que indicava que a soltura dos dois representaria um risco à sociedade, uma vez que eles têm o poder de desestabilizar a ordem pública com atos perigosos.
Inquérito policialTambém nesta sexta-feira, a Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga o acidente. O laudo do exame de sangue de Silva apontou que o empresário não estava alcoolizado. O passageiro do Camaro foi indiciado por falso testemunho, de acordo com o delegado responsável pela investigação, Hamilton Caviolla.
O casoO lutador de jiu-jítsu Kaio César Alves Muniz Ribeiro, de 23 anos, estava voltando da casa da namorada na madrugada do dia 19 deste mês quando foi atropelado na calçada da Avenida Júlio Prestes, no bairro Taquaral, por um carro que disputava um racha. Kaio era atleta da Federação do Estado de São Paulo de Jiu-Jítsu, vice-campeão brasileiro e campeão paulista na categoria adulto, faixa marrom. Na ocasião, apenas a motorista do Audi aceitou fazer o teste do bafômetro, quatro horas após o acidente. Mesmo assim, o resultado foi de 0,42 mg/l de sangue, acima do permitido por lei - 0,3 mg/l. O advogado dela nega que a cliente estivesse participando de um racha.