Há pelo menos 19 desaparecidos.
Os corpos estavam no deck número quatro, segundo Franco Gabrielli, chefe da Defesa Civil.
Os corpos são de duas mulheres e estavam próximos a um cybercafé no navio, que segue adernado e parcialmente submerso junto à ilha de Giglio, no Mar Tirreno, a cerca de 40 quilômetros da costa da Itália.
Os cadáveres ainda não foram removidos, e a nacionalidade das vítimas ainda precisa ser determinada.
Ao mesmo tempo, um comitê de especialistas deveria tomar a decisão nesta segunda-feira sobre o início do bombeamento das 2.380 toneladas de combustível contidas nos tanques do barco.
"Hoje será decisivo, seguramos nossa respiração para ver se será possível começar o bombeamento sem deter a busca das pessoas desaparecidas", indicou à AFP o prefeito de Giglio, Sergio Ortelli.
Segundo os socorristas, a chance de encontrar sobreviventes é mínima, dez dias depois da catástrofe. Um navio oceanográfico com câmeras de alta definição deve chegar em breve para explorar o fundo do mar em busca de corpos eventualmente bloqueados embaixo do Costa Concordia, de 114.500 toneladas.
Paralelamente, continua a investigação para determinar a responsabilidade exata do capitão do navio, Francesco Schettino, no acidente.
Pouco antes de ser detido após o naufrágio, o capitão teria se reunido em seu hotel com uma "elegante loira" a quem teria entregado seu computador pessoal. Segundo a imprensa italiana, seria uma advogada vinculada à empresa proprietária do navio, Costa Crociere, mas a companhia desmentiu "categoricamente" ter recebido "algo de Schettino" depois do acidente.
Por sua vez, a rapidez do capitão no momento do acidente continua suscitando perguntas. Quando o barco gigante se chocou com um recife, o que provocou o naufrágio, estava na ponte com várias pessoas que não deveriam estar ali, segundo a imprensa, como o maitre Antonello Tievoli, que queria mostrar a ilha da qual é oriundo.
O pequeno grupo teria trocado piadas, o que teria impedido o capitão de se concentrar quando o navio ia muito rápido (15 nós). Depois, quando a gravidade do acidente era evidente, Schettino teria se retirado brevemente ao seu camarote.
A imprensa italiana também insistia no fato de que a saudação do barco à costa teria sido prevista e autorizada pela Costa Crociere antes da partida da embarcação de Civitavecchia, o que a companhia nega desde o início.
Outro mistério é que o comissário do governo para a catástrofe, Franco Gabrielli, disse temer que a lista de desaparecidos seja maior.
Gabrielli citou o caso de uma húngara, reivindicada por sua família, que estaria a bordo do navio convidada por um membro da tripulação, mas que não havia sido registrada.
Para Gabrielli, "poderia haver, em teoria, uma quantidade X de pessoas a bordo do navio e que não seriam reivindicadas porque eram clandestinas".
Mas, segundo Manrico Giampedroni, que estava a cargo da segurança do "Concordia", é "impossível", já que "Costa é uma empresa séria".
Dos 13 corpos encontrados, apenas 8 foram identificados. Cerca de 20 pessoas ainda estão desaparecidas.
G1.com