Após ameaçar o boicote aos Jogos Mundiais Militares, que será realizado no Rio de Janeiro, a Itália recuou e decidiu enviar 160 atletas para a competição, segundo informa a agência de notícias Ansa. O ato de não enviar os atletas ocorreria inicialmente como sinal de protesto à libertação do italiano Cesare Battisti.
Os italianos, pertencentes às quatro Forças Armadas do país, vão disputar 16 modalidade. O evento vai ser realizado do dia 16 ao 24 de julho.
A Ansa informa que Ignazio La Russa, ministro de Defesa da Itália, disse, "como cidadão", que era difícil pensar no envio dos militares ao Brasil, já que considerava a libertação de Battisti uma "enorme" questão. Na sexta-feira, porém, ele permitiu a viagem da delegação italiana.
No último dia do mandato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu negar a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti. Em junho de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão de Lula e libertou o italiano. Em 2009, o tribunal autorizara a extradição de Battisti , embora tivesse deixado nas mãos do presidente a decisão final sobre o assunto. Aos 56 anos, Battisti foi condenado em seu país com pena de prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas entre 1977 e 1979. Na época, Battisti integrava a organização Proletários Armados Pelo Comunismo (PAC). O ex-ativista nega as acusações.